A umbanda organiza suas correntes de trabalho em sete linhas vibratórias — divisões que estructuram como os espíritos guias atuam nas giras. Cada linha é regida por um orixá e tem uma missão específica dentro da corrente de caridade.
As sete linhas
Linha de Oxalá (fé): a linha da espiritualidade pura, da paz e da cura — nela trabalham pretos velhos e espíritos de grande elevação. Linha de Yemanjá (amor): acolhimento, alinhamento emocional e família. Linha de Nanã (evolução): desatamento de karma e profundidade espiritual.
Linha de Xangô (justiça): o equilíbrio kármico e o despertar da consciência. Linha de Oxóssi (conhecimento): caboclos, cura pela mata e expansão mental. Linha de Ogum (demandas): defesa, descarrego e abertura de caminhos. Linha de Iansã (almas): movimentação, desobssessão e o trabalho com espíritos sofredores.
Esquerda e direita
As três primeiras costumam ser chamadas de “linhas da direita” (fé, amor e evolução) e as demais de “linhas da esquerda” — não como mal, mas como trabalhos de axé mais denso, voltados à quebra de demandas. Na umbanda, esquerda não é diabo: é o terreiro inteiro trabalhando junto.
A polaridade não é moral: é elétrica. Direita acalma, esquerda limpa.
