A umbanda é uma religião genuinamente brasileira. Sua data oficial de fundação é 15 de novembro de 1908, quando o jovem médium Zélio Fernandino de Moraes, em Niterói (RJ), manifestou o espírito que se apresentou como Caboclo das Sete Encruzilhadas e anunciou a chegada de uma religião em que caboclos e ancestrais de todos os povos pudessem trabalhar pela caridade — sem distinção de raça, classe ou condição social.
No que a umbanda acredita
A doutrina reconhece um Deus único — chamado de Olorum, Zambi ou simplesmente Deus — e compreende os orixás como forças divinas da natureza, emanações desse poder criador. Acredita na imortalidade do espírito, na reencarnação, na comunicação mediúnica e na prática da caridade como caminho de evolução. Nas sessões (giras), espíritos guias se manifestam por meio dos médiuns para aconselhar, orientar e ajudar quem procura o terreiro.
A umbanda não adota sacrifícios de animais, não cobra pelos atendimentos espirituais e não tem livro sagrado único: sua tradição é, antes de tudo, oral e comunitária. Por isso se diz que cada terreiro é uma escola de caridade.
Por que “genuinamente brasileira”
A umbanda sintetiza a alma do Brasil: herança dos povos indígenas, dos africanos escravizados e de suas virtudes de resistência, do catolicismo popular e do espiritismo kardecista. Em 2012, a Lei Federal nº 12.644 instituiu 15 de novembro como Dia Nacional da Umbanda — reconhecimento oficial de uma fé que, segundo o Censo 2022 do IBGE, segue crescendo: o número de adeptos de umbanda e candomblé triplicou na década.
“A umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade.” — Caboclo das Sete Encruzilhadas, 1908.
Se você está chegando agora, siga a trilha de guias desta seção: orixás, linhas de trabalho, guias espirituais, ervas e rituais — tudo pensado para quem quer aprender com respeito.
