Xangô é o orixá da justiça, do equilíbrio, do trovão e do fogo. Foi o terceiro alááfin (rei) da cidade de Oyó, e sua força está ligada às pedreiras, ao raio e à medida exata das coisas: nada passa despercebido em sua balança.

Justiça como lei natural

Na umbanda, Xangô representa a lei de causa e efeito em sua forma mais viva. Sua justiça não é vingança — é reequilíbrio. Quem planta caridade, colhe paz; quem semeia discórdia, colhe aprendizado. Por isso seus filhos são chamados a ser honestos, firmes e palavra de ouro.

Símbolos e culto

Suas cores são o vermelho e o marrom; seu instrumento é o oxê, a machadinha de dois gumes; seu elemento, a pedra e o fogo do trovão. No sincretismo, é associado a São Jerônimo (30 de setembro). Sua saudação é “Kaô cabeci, Xangô!” — majestade.

Trabalhe sua causa diariamente com retidão, e a justiça de Xangô será seu escudo.