Oxalá é o orixá maior, o pai da criação. Na tradição iorubá, recebe de Olorum a missão de criar o mundo, sendo por isso associado ao princípio da existência, à paz, à limpeza espiritual e à firmeza de propósito. Todas as linhas de umbanda reverenciam Oxalá como o ponto de equilíbrio de toda a corrente.
Oxaguian e Oxalufã
Oxalá se manifesta em dois caminhos principais. Oxaguian, o jovem, é guerreiro, criativo e impetuoso — o movimento que gera o novo. Oxalufã, o velho, é a paciência, a calma e a contemplação — a sabedoria que sustenta o que foi criado. Na umbanda, muitos filhos de Oxalá trilham caminhos de liderança serena, aconselhamento e cura.
Sincretismo e culto
Pelo sincretismo religioso, Oxalá é associado a Jesus Cristo — o príncipe da paz. Sua cor é o branco, seu dia é a sexta-feira (e, em muitas casas, todo dia é dia de Oxalá), seus símbolos são a bandeira branca e o opaxorô. A saudação é “Exê, babá!” ou “Êpa, babá, Oxalá!”.
Na umbanda, acender uma vela branca a Oxalá é acender a própria consciência: pedir paz, clareza e firmeza para cumprir a missão de cada um na Terra.



