O Dia Nacional da Umbanda, celebrado em 15 de novembro — data que marca a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas ao médium Zélio Fernandino de Moraes, em 1908, em Niterói — teve em 2025 uma das maiores mobilizações já registradas no país.
Celebrações pelo Brasil
Em Sorocaba (SP), terreiros promoveram ações de acolhimento e homenagens, reforçando o valor social das casas de axé como espaços de escuta e combate ao preconceito. No Alto Tietê, Biritiba Mirim sediou a terceira edição de um festival com músicos umbandistas e manifestos contra a intolerância; em Ferraz de Vasconcelos, o 3º Encontro de Terreiros reuniu lideranças mediante doação de 1 kg de alimento.
Em São José do Rio Preto (SP), novembro consolidou-se como mês de visibilidade com expo fotográfica, ato inter-religioso na Represa Municipal e a criação do Dia Municipal do FestAxé (Lei nº 85/2025), no dia 20 de novembro. Em Brasília, a Federação de Umbanda e Candomblé do DF estima mais de 700 terreiros ativos e celebrou a possibilidade, cada vez mais comum, de fiéis usarem guias e roupas brancas nas ruas sem medo.
Simbolismo duplo
A data divide o dia com a Proclamação da República — e não por acaso: 15 de novembro de 1889 fez do Brasil um Estado laico. Para os umbandistas, celebrar o 15/11 é celebrar fé e liberdade religiosa no mesmo gesto.

